Na última quarta (18/10), representantes das mais diversas religiões do Brasil somaram esforços com o Conselho Nacional de Saúde (CNS) e a Frente em defesa do Sistema Único de Saúde (SUS) na realização de um ato ecumênico em defesa do SUS. A motivação é a Ação de Inconstitucionalidade (ADI) 5595, que é contra a Emenda Constitucional 86/2015. A votação deve acontecer no Supremo Tribunal Federal (STF) na próxima quarta (25/10). O evento aconteceu na Câmara dos Deputados, em Brasília.
“Saúde e salvação são sinônimas”, disse Ronald dos Santos, presidente do CNS. Segundo ele, a energia que estava sendo colocada ali, pelo povo religioso do Brasil, era de suma importância na luta. “Energia da fé e do trabalho, vão iluminar a decisão dos ministros do STF, fazendo-os confirmarem o parecer do ministro Ricardo Lewandowski”, declarou.
O Deputado Federal Odorico Monteiro (PSB/CE), informou que a Comissão de Seguridade Social e Família (CSSF) luta recompor o orçamento do SUS e da Seguridade Social, “principalmente nas ações para a Atenção Básica, para a Rede de Proteção Social, e para o Programa de Alimentação”, disse. “Na Comissão, fizemos uma carta aos ministros do STF para que possam seguir o voto do ministro Lewandowski”.
“O SUS é uma conquista do povo brasileiro, é nosso e não vamos deixar que seja destruído”, disse a pastora luterana Romi Márcia Bencke, representante do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (Conic). Mãe Baiana, representante das Comunidades Tradicionais de Terreiro, solicitou o apoio do CNS para a luta contra o racismo religioso.
O pastor Ariovaldo Ramos, representante da Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito, disse que saúde “é para nós um elemento sagrado, e não há dúvida que o SUS que é um ganho da democracia brasileira, não possa ser desmontado por esses que primam pelo descaso com a saúde nacional”, concluiu.
O Manifesto das Religiões em Defesa do SUS foi elaborado coletivamente para tornar público o esforço e a energia concentrada naquele dia de mobilização. O documento diz: “A Constituição de 1988 procurou garantir que serviços básicos importantes para a dignidade humana fossem garantidos pelo Estado de forma universal. Um destes serviços é o da saúde que tem no SUS a grande referência internacional de um serviço universal de saúde pública. O SUS é legado dos brasileiros e das brasileiras”.
Dentre as representações religiosas que assinaram o manifesto estão a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a Comissão Brasileira de Justiça e Paz, o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (Conic), a Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito, a Igreja Síria Ortodoxa de Antióquia, o Instituto Oju Oba e representantes de religiões de matriz africana.
Ascom CNS





















