Na última quinta (26/10), o presidente do Conselho Nacional de Saúde (CNS), Ronald dos Santos, participou da “Campanha em Defesa ao Direito à Saúde e ao SUS”, promovida pela 7ª Semana Universitária da Universidade de Brasília (UnB). O evento reuniu diversos estudantes da área da saúde, que expuseram a preocupação com o contexto atual de retrocesso de direitos.
Ronald falou sobre os ataques à Constituição de 1988, que vem sendo violada em seus princípios fundamentais. “É como se estivéssemos, depois de tanta luta, voltando no tempo. Decretaram o fim dos direitos que adquirimos na Constituição, depois nos levaram para 1930, com o fim dos direitos trabalhistas, e semana passada nos levaram para o Século 19, com a volta da escravidão”, disse o presidente do CNS.
Ronald disse aos estudantes que sua militância começou no movimento estudantil. Para ele, a juventude sempre foi um dos principais protagonistas da resistência política. “Estou vendo aqui a saúde e a juventude, dois elementos centrais para construir a força social e política para enfrentar esse momento de escuridão que o Brasil vive. Precisamos reunir a juventude para iluminar e fazer com que esse amanhecer não demore tanto”.
Para Márcio Florentino, representante do Decanato de Extensão da UnB, é importante realizar a integração do conselho com a universidade. “Esse encontro é para transformar o protagonismo dos estudantes da área de saúde em ações para que o Brasil não perca”, declarou. Segundo ele, um dos programas públicos que está em risco é o Brasil Sorridente. “É o maior programa público de saúde bucal do mundo, que vem resgatando com o passar do tempo aquela população desdentada que existia no Brasil. Ele não pode acabar”, disse.
Somos Amigos e Amigas das Causas
Ronald convocou os estudantes a assinarem o abaixo-assinado O SUS não pode morrer!, que visa recolher três milhões de assinaturas para dar entrada em uma ação de inconstitucionalidade da Emenda Constitucional 95/2016. A emenda congela os investimentos da Saúde e educação por 20 anos. Em abril de 2018, o abaixo-assinado será entregue à ministra Rosa Weber do Supremo Tribunal Federal (STF).
Ascom CNS




















