“Conhecimento não pode ser tratado como mercadoria”, diz conselheira de saúde

Integrantes da Comissão Intersetorial de Recursos Humanos e Relação de Trabalho (Cirhrt), do Conselho Nacional de Saúde (CNS), estiveram em Brasília de 16 a 18 de outubro. Na pauta, “a Educação à Distância (EaD) nos cursos de graduação da área da saúde”, criticada pelo Conselho Nacional de Saúde (CNS).

O CNS é contra a prática da educação a distância para os cursos de graduação na área da saúde e vem atuando junto às associações de ensino que também discordam das novas determinações do Ministério da Educação (MEC). A Cirhrt frisa a necessidade de uma formação técnica e de ordem prática presencial para os cursos de saúde.

Segundo a conselheira Francisca Rego, representante da Associação Brasileira de Ensino em Fisioterapia (Abenfísio), o “conhecimento não pode ser tratado como mercadoria”. Para ela, “a formação deve ser prática voltada para a aplicabilidade social” e não somente à distância.

Para Maria Helena Elpidio, presidente da Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa em Serviço Social (Abepss), o que está sendo moldado neste processo educacional, a distância, é um novo perfil profissional, “um perfil bastante compatível com os desmontes nos direitos”, lamenta.

O representante do Conselho Federal de Fonoaudiologia (CFFA), Rogério Roberte, citou os projetos que estão em andamento no Congresso Nacional: o PL nº 5414/2016, que propõe alteração na Lei nº 9.394, de 1996, proibindo o incentivo do desenvolvimento e veiculação de programas de ensino à distância em curso da área de saúde.

Rogério também destacou o PL nº 7121/2017, que propõe a proibição dos cursos de graduação da área de saúde que sejam ministrados na modalidade a distância. “Se esses projetos forem aprovados, podem revogar a situação atual, que tem tirado o sono dos que primam pela qualidade na formação do profissional da área da saúde”, declarou.

Ascom CNS

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