Acidentes de trabalho: indicadores aumentam e ativistas discutem prevenção

Os acidentes de trabalho no Brasil, de 2014 para 2016, aumentaram. Hoje (19/10), durante a 1ª Jornada Nacional de Saúde do(a) Trabalhador(a), cerca de 500 participantes discutiram estratégias para reduzir os índices e melhorar a qualidade de vida dos(as) trabalhadores(as) brasileiros(as). O evento, que acontece em Brasília, é organizado pelo Conselho Nacional de Saúde (CNS) e Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS), do Ministério da Saúde (MS).

Em 2014, a cada 10 mil trabalhadores(as), 1,34 desenvolveu agravos ou doenças relacionadas ao trabalho. Quando se trata de acidentes graves que levam à internação o número é ainda maior. Se em 2014 tínhamos 17 a cada 10 mil trabalhadores(as) acidentados(as) gravemente, em 2016, passamos para 18. Os estados com maior número de agravos são Amazonas, São Paulo, Rio Grande do Sul e Distrito Federal (DF).

De acordo com Flávia Ferreira, tecnologista da Coordenação Geral de Saúde do Trabalhador (CGST), do MS, “esses indicadores podem ser ainda maiores, já que muitos casos não são registrados”. As informações foram colhidas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) e do Sistema de Informação Sobre Mortalidade (SIM).

A coordenadora da Comissão Intersetorial de Saúde do(a) Trabalhador(a) (Cistt), do Conselho Municipal de Saúde de Macapá(AP), explica os danos por conta de agravos em áreas rurais. “No nosso estado, temos 36 áreas quilombolas e ribeirinhas, mas eles estão sendo expulsos dessas áreas. Os aviões jogam inseticidas e contaminam o solo. Fico preocupada com as doenças respiratórias. Nossos postos de saúde estão sempre lotados”, diz.

A Jornada acontece da união de dois eventos: o 8º Encontro Nacional das Cistts e o 8º Encontro Nacional da Rede Nacional de Atenção Integral à Saúde do Trabalhador (Renast). Até o final da Jornada, que segue até dia 20 de outubro, um documento será construído coletivamente com propostas norteadoras para as ações de ambos os segmentos. A ideia é também fortalecer os Centros de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest), do Ministério da Saúde, e as instâncias do controle social em todo o Brasil.

Ascom CNS

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