Manifestação no Rio de Janeiro em Defesa do SUS

A participação popular marcou o Seminário sobre a Política Nacional de Atenção Básica (PNAB) promovido pelo Conselho Nacional de Saúde (CNS), na quarta-feira (09/08), na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro. Cerca de mil pessoas, entre elas, médicos, agentes comunitários de saúde, agentes de combates às endemias e estudantes estiveram no evento que faz parte da programação da 61ª Reunião Extraordinária e a 296ª Reunião Ordinária do CNS que está acontecendo de 9 a 11 de agosto.

Além do auditório que atingiu a sua capacidade máxima, foi montada uma tenda, na área externa para que todas as pessoas presentes pudessem acompanhar a transmissão ao vivo dos debates e a discussão do processo de reformulação da PNAB, em defesa do Sistema Único de Saúde (SUS).

No final da manhã, os participantes saíram numa caminhada que movimentou a Av. Brasil. “Vem, vem, vem, o SUS é seu também!” cantavam os manifestantes enquanto caminhavam ao sol do meio dia, conclamando que mais pessoas da comunidade aderissem ao movimento.

Para Daniele Morais, Médica generalista, professora, pesquisadora e que sempre trabalhou em defesa do SUS, “este é um momento crítico que estamos vivendo, uma conjuntura de ajuste e diminuição de destinação financeira na área social. A reconfiguração do financiamento do SUS e da PNAB, se a proposta passar dessa maneira que está em consulta pública, eu como médica especialista nessa área posso dizer que vai significar um genocídio do povo brasileiro principalmente na parte mais pobre dele”, concluiu.

“Os pilares do SUS não podem ser arrancados, tem que permanecer firmes, e o povo está aí, a sociedade está lutando para manter o que temos e angariar mais ainda para a população. O Brasil é a sociedade temos que retomar aquilo que temos direito”, declarou Maria Aparecida, Agente de Saúde.

O presidente do CNS, Ronald Santos, e os conselheiros também participaram da passeata. Em depoimento Ronald disse que “Não vamos permitir nenhum retrocesso. O remédio para essa crise tem nome: democracia e respeito à soberania popular” e completou “aonde tem defesa do SUS tem CNS, aonde tem defesa do SUS tem controle social, vamos lá!”, concluiu.

Ascom CNS

0 respostas

Deixe uma resposta

Want to join the discussion?
Feel free to contribute!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *